ÁRVORES
Azinheira
Quercus ilex rotundifolia L.
Sobreiro
Quercus suber L.
Pinheiro-manso
Pinus pinea L.
Mimosa
Acacia dealbata Link
Cipreste-comum
Cupressus sempervirens L.
Amendoeira
Prunus dulcis (Mill.) D. A. Webb
Eucalipto-comum
Eucaliptus globulus Labill.
Oliveira
Olea europaea L.
Árvore-de-Judas
Cercis siliquastrum L.
Árvores do Alentejo
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
Florbela Espanca





